InícioLevantamento com georadar e laudo técnico com ART

Georadar (GPR): mapeamento não destrutivo com laudo técnico

Localizamos o que está enterrado ou embutido sem escavar, furar ou parar a operação, e entregamos a interpretação assinada: planta georreferenciada, profundidade estimada, limitações declaradas e ART.

  • GPR 80 MHz a 2,6 GHz
  • Sem escavação
  • Laudo interpretado
  • ART registrada
Georadar (GPR)
GPR 80 MHz a 2,6 GHz
Sobre o serviço

O que é e o que a ORITI entrega

Georadar (GPR) é um método geofísico não destrutivo que emite pulsos eletromagnéticos e lê os ecos refletidos nas interfaces entre materiais, formando uma imagem em profundidade do que está enterrado ou embutido. Na prática de contratação, georadar é o serviço que responde onde está a interferência, a que profundidade e com que grau de confiança, sem abrir uma vala, furar uma laje ou parar a via.

A ORITI Solutions executa esse serviço desde 2001. São 25 anos de campo, mais de 300 empresas atendidas e projetos para Petrobras, Vale, Braskem, Ternium, Rumo e Albras, com escritórios em São Paulo e Belo Horizonte e mobilização para todo o Brasil. O que entregamos não é o arquivo de radargramas cru: é a interpretação assinada, com planta georreferenciada, profundidade estimada, limitações declaradas e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

Uma observação que vale antes de qualquer orçamento. O georadar não enxerga objetos, ele enxerga contraste de propriedades elétricas entre materiais. É por isso que um tubo de PVC vazio em solo úmido aparece com nitidez e o mesmo tubo cheio de água pode praticamente desaparecer. Quem entende essa lógica contrata melhor, cobra o escopo certo e não paga por um levantamento que nunca teve chance de responder à pergunta. Se você quer a física por trás do método antes de seguir, ela está detalhada em o que é georadar e como funciona o radar de solo.

O que está incluído no serviço
  • Avaliação prévia das condições do local: tipo de alvo, profundidade exigida, tipo de solo ou estrutura, acesso e requisitos de segurança do contratante
  • Antena dimensionada para o problema, não a mesma para tudo: 80 a 400 MHz para investigação de subsolo, acima de 2,0 GHz para estruturas de concreto
  • FWD e LWD combinados ao GPR quando a pergunta é capacidade estrutural do pavimento, e não apenas espessura de camada
  • Malha de aquisição definida pelo menor alvo de interesse, com amarração topográfica dos resultados
  • Processamento e interpretação por especialista, com calibração de velocidade no local
  • Planta com o traçado georreferenciado dos alvos localizados e profundidade estimada de cada um
  • Laudo técnico com metodologia, parâmetros de aquisição e ressalvas do levantamento declaradas por escrito
  • Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assinada pelo responsável, em todos os serviços

As frentes em que aplicamos o georadar

O método é o mesmo, o projeto nunca é. Cada frente tem alvo típico, antena adequada e critério de aceitação próprios, e é por isso que a conversa técnica começa pela aplicação.

Mapeamento de interferências em subsolo: tubulações metálicas e plásticas, tanques, cavidades, cabos e fundações antigas, antes da escavação, da perfuração ou da cravação.

Escaneamento de estruturas de concreto: posição e profundidade de armadura, tubulações embutidas, vazios e espessura real de lajes, paredes e pilares, antes de furar ou cortar.

Diagnóstico de via permanente ferroviária: espessura e contaminação de lastro, bolsões de lama e problemas de drenagem, com o equipamento em movimento sobre a via.

Avaliação de pavimento rodoviário e aeroportuário: espessura contínua das camadas, cavidades sob a pista e capacidade estrutural com FWD ou LWD.

Vídeo inspeção robotizada: quando o alvo está dentro do duto, e não sob o solo, o método muda. Robôs crawler para diâmetros de 50 mm a 2 metros, com câmera Full HD de 360 graus e medição em tempo real.

Treinamento profissional em GPR: para a equipe que já tem o equipamento e precisa de autonomia. Três níveis, turmas de até 3 profissionais, até 10 dias de prática em campo com supervisão de geofísico.

A escolha da antena decide o resultado antes do primeiro metro

Não existe antena universal, e essa é a primeira pergunta que separa um fornecedor sério de um vendedor de horas de equipamento. Frequência alta entrega detalhe fino com pouco alcance. Frequência baixa alcança mais fundo e perde resolução. Quem oferece a mesma antena para localizar um tanque a 3 metros e para mapear armadura em uma laje ou não domina o método ou só tem um equipamento em casa.

O dimensionamento correto sai de três definições, nesta ordem: qual o alvo mais raso e o mais profundo que você precisa detectar, qual frequência cobre a profundidade máxima exigida e se a resolução dessa frequência ainda distingue os alvos rasos que importam. Quando as respostas não fecham em uma única antena, o levantamento usa duas. Contratar “um georadar” sem passar por esses três pontos é a origem mais comum de levantamento frustrado, e o custo disso aparece depois, na remobilização.

Vale registrar uma referência de campo. Em 2003, a ORITI fez suas primeiras aquisições com GPR de 900 MHz em uma estrutura de 50 por 100 por 200 metros e chegou a 90% de assertividade. Vinte e cinco anos e antenas de frequência mais alta depois, a resolução aumentou. O princípio de dimensionamento continua idêntico.

Onde o georadar não é o método certo

Esta é a seção que as páginas concorrentes evitam, porque vender o método fica mais fácil quando se omitem os limites. Para quem assume risco de obra, ela vale mais que a lista de aplicações.

O inimigo do GPR é a condutividade elétrica do meio. Material condutivo absorve a energia eletromagnética e a dissipa como calor: a onda perde força rápido e o eco não volta. Argila úmida e solo plástico saturado são o caso mais comum e mais frustrante no Brasil. Solo salino, meio contaminado por eletrólitos e água salgada têm o mesmo efeito. Nesses cenários, uma antena de 400 MHz que “deveria” alcançar 4 metros pode não passar de 0,5 a 1 metro útil. Não é defeito de equipamento. É física, e nenhum fornecedor contorna isso com marketing.

Há ainda três situações em que a resposta honesta é apontar outro caminho. Quando o alvo é profundo demais e a resolução exigida é baixa, eletrorresistividade ou sísmica de refração respondem melhor. Quando a pergunta é se o pavimento aguenta a carga projetada, o GPR sozinho não responde: essa é a função do FWD e do LWD, que medem deflexão sob carga controlada. E quando o que interessa é a parede interna de um duto, tanque ou galeria, o método é inspeção robotizada com crawler, não radar de superfície. Preferimos ter essa conversa antes da mobilização, não depois do laudo.

O que você recebe, e como reconhecer um laudo defensável

A entrega é a interpretação, não o dado bruto. O radargrama não é autoexplicativo: uma hipérbole pode ser um duto, um matacão ou uma raiz, e distinguir os três exige experiência e correlação com cadastro, sondagem e histórico da área. O que sai do nosso processamento é a planta com o traçado georreferenciado dos alvos, a profundidade estimada de cada um, a metodologia aplicada, as ressalvas do levantamento e a ART do responsável técnico.

Use esta régua para avaliar qualquer proposta, inclusive a nossa. Um laudo útil traz planta georreferenciada em formato que converse com a base do seu projeto, profundidade por alvo com a incerteza declarada, classificação de confiança em vez de certeza binária, indicação explícita das áreas onde o sinal atenuou ou onde não foi possível varrer, e memorial com equipamento, antena, malha e parâmetros de aquisição, para que o levantamento seja reproduzível e auditável. Um PDF com capa bonita e três radargramas coloridos sem interpretação não é nada disso. O detalhamento completo dessa régua está em como escolher uma empresa de georadar.

Sobre normas, uma dose de honestidade ajuda na especificação: não existe hoje norma ABNT dedicada e consolidada especificamente para o método GPR de uso geral. Os levantamentos se apoiam na ASTM D6432-19, guia internacional para investigação de subsuperfície com GPR de superfície, na PAS 128 (BSI) para classificação de confiança em mapeamento de utilidades, e no contexto normativo do setor de aplicação. A ART, prevista na Lei 6.496/1977 e registrada no CREA, é o que vincula um profissional habilitado ao resultado.

Como o levantamento acontece em campo

O procedimento muda com a aplicação, e isso tem impacto direto no seu cronograma. Em subsolo e concreto, a antena percorre a área em linhas paralelas formando uma grade, e o serviço convive com a obra em operação. Em ferrovia, a antena é acoplada a veículo ou draisina e registra o trecho de forma contínua, sem sondagem, sem escavação e sem paralisação prolongada do tráfego. Em rodovia, o GPR é rebocado em velocidade compatível com a via e, na maior parte dos trechos, dispensa interdição de faixa; os ensaios de FWD, por exigirem paradas pontuais, pedem sinalização e controle de tráfego local. Em pista de pouso, taxiway e pátio, o levantamento segue as janelas operacionais definidas pelo operador do aeroporto.

Nada disso é destrutivo. Nenhum furo, nenhuma vala e nenhuma marca são abertos para executar o levantamento, o que é justamente o ponto: saber o que existe antes de qualquer intervenção física.

Como pedir um orçamento que dá para comparar

Preço de georadar é sempre sob orçamento, porque o valor se monta a partir de área ou extensão, profundidade alvo, antena, tipo de terreno, densidade da malha, tipo de entrega, logística de mobilização e urgência. Duas propostas com preços por metro quadrado diferentes podem ser serviços diferentes: uma entrega o radargrama, a outra entrega o laudo interpretado com ART. Sem olhar o escopo, o número engana.

Padronize o pedido com quatro respostas iguais para todos os fornecedores: o que precisa descobrir e a que profundidade, qual a área ou extensão exata, que entrega precisa receber (radargrama, laudo interpretado, planta georreferenciada, ART) e quais as condições de campo (acesso, tipo de piso ou terreno, parada de operação, NRs e prazo). Com isso, as propostas ficam comparáveis. A lógica completa de precificação está em o que define o preço de um levantamento com georadar.

Um último ponto de decisão, para quem está entre comprar, alugar ou contratar. O equipamento é a parte fácil. O que separa dado útil de ruído é a interpretação, e uma equipe que opera o radar uma vez por semestre não constrói repertório de campo. Se o uso é frequente e a empresa quer autonomia, o caminho é treinar a equipe. Se o uso é esporádico, contratar o serviço entrega o dado com menos risco e sem imobilizar capital.

Perguntas frequentes

Dúvidas de quem vai contratar um levantamento com georadar

Quanto custa um levantamento com georadar?

O valor é sob orçamento, porque depende de área ou extensão, profundidade alvo, tipo de terreno, densidade da malha de aquisição, logística de mobilização e tipo de entrega. Não existe tabela única. Levantamentos de área costumam ser dimensionados por metro quadrado ou por grid, os lineares por quilômetro, e projetos com muita mobilização por diária ou pacote fechado.

Qual o prazo entre a mobilização e o laudo?

Varia com a área, a densidade de leitura e a logística de acesso. Levantamentos pontuais podem ser concluídos em poucos dias somando campo e laudo; projetos extensos ou que dependem de parada de operação exigem cronograma específico. Atendimento emergencial é possível com mobilização fora da janela programada, o que tem custo adicional.

O que exatamente eu recebo no fim?

Planta com o traçado georreferenciado dos alvos localizados, profundidade estimada de cada um, laudo técnico com a metodologia, os parâmetros de aquisição e as ressalvas do levantamento, além da ART assinada pelo responsável técnico. A ORITI trabalha com a entrega interpretada, não com a entrega de radargrama bruto, porque é a interpretação que sustenta a decisão de engenharia.

Qual a precisão e a profundidade que o georadar alcança?

Depende da antena e, principalmente, do meio. Em solo seco e resistivo, a faixa de 80 a 400 MHz investiga de poucos a vários metros; em argila saturada, a profundidade útil cai bastante por atenuação do sinal. A profundidade é calculada a partir da velocidade da onda no meio, que é estimada: errar a velocidade em 20% erra a profundidade em 20%. Por isso um levantamento sério calibra a velocidade no local e declara a incerteza no laudo.

Preciso parar a obra, a via ou a operação para o levantamento?

Na maioria dos casos, não. O GPR é não invasivo e trabalha sobre a superfície, o que permite executar o levantamento com a estrutura em uso. Em ferrovia, a aquisição é feita com o equipamento em movimento, sem paralisação prolongada do tráfego. Em rodovia, o GPR dispensa interdição de faixa na maior parte dos trechos, embora os ensaios de FWD exijam paradas pontuais com sinalização.

Quem assina o laudo e por que a ART importa?

O laudo é assinado por responsável técnico habilitado, com ART registrada no CREA, conforme a Lei 6.496/1977. É a ART que vincula um profissional ao resultado do serviço. Sem ela, o documento não respalda decisão de projeto, não sustenta defesa em caso de acidente e não atende à exigência documental de grandes contratantes.

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