Mapeamento de Subsolo com Georadar
Localizamos tubulações, tanques, cavidades e estruturas enterradas com GPR — sem escavar — e entregamos laudo interpretado com ART antes da sua obra abrir a primeira vala.

Interferência em subsolo
Escavar sem saber o que há embaixo é a origem de boa parte dos incidentes graves em obra: rompimento de adutora, corte de cabo energizado, perfuração de tanque, recalque por vazio não detectado. O cadastro “as built” quase nunca bate com o que está de fato enterrado — redes foram remanejadas, ampliadas ou nunca registradas. O mapeamento de subsolo existe para eliminar essa aposta.
A ORITI usa georadar (GPR) para localizar interferências subterrâneas antes da escavação, perfuração ou cravação. O método lê o subsolo por contraste dielétrico: emite pulsos eletromagnéticos e registra os ecos de cada material com propriedade elétrica diferente da matriz de solo — tubos, alvenaria, tanques, lentes de contaminação, cavidades. Nada é aberto para saber o que existe.
Há 25 anos (desde 2001) fazemos esse trabalho para quem não pode errar embaixo do solo — Petrobras, Vale, Braskem, Ternium, Rumo e mais de 300 empresas. O que você recebe não é um arquivo de radargramas cru, e sim a interpretação: onde está, a que profundidade aproximada, o traçado em planta e a responsabilidade técnica registrada em ART.
- Tubulações metálicas, de concreto/cimento e plásticas (PVC, PEAD), cadastradas ou não, cheias ou vazias
- Tanques enterrados, fossas, sumidouros e reservatórios desativados
- Cavidades, vazios e zonas de descompactação que ameaçam a estabilidade de fundações e pavimentos
- Estruturas enterradas: blocos, sapatas, muros, lajes e fundações antigas remanescentes
- Cabos, dutos e galerias de energia, telecom, água, esgoto e drenagem
- Indícios de contaminação e plumas — anomalias por alteração da condutividade do solo
- Levantamento para reconstrução de cadastro de redes e planejamento de novas instalações
Como o georadar mapeia o subsolo
O GPR trabalha na faixa de 80 a 400 MHz para investigação de subsolo, e a escolha da antena é um trade-off direto: frequências mais baixas (80–200 MHz) alcançam mais profundidade com menor resolução; as mais altas (200–400 MHz) detalham melhor os alvos rasos. O equipamento percorre a área em linhas e gera o radargrama — a seção vertical do subsolo. Tubulações e alvos cilíndricos aparecem como hipérboles características, o que permite estimar posição e profundidade. Como o método depende do contraste dielétrico, um solo homogêneo com um tubo dentro entrega leitura limpa; a interpretação por técnico experiente é o que separa o dado útil do ruído.
Onde o solo ajuda — e onde ele limita
Nem todo terreno responde igual. Solos arenosos e secos são o cenário ideal: o sinal penetra fundo e retorna nítido. Já solos argilosos, úmidos e condutivos atenuam a onda eletromagnética e reduzem a profundidade útil de investigação — é uma limitação física do método, não uma falha do equipamento, e quem promete “10 metros em qualquer solo” está vendendo o que a física não entrega. Por isso avaliamos as condições do local antes e, quando faz sentido, combinamos o GPR com métodos complementares (indução eletromagnética, por exemplo) para fechar o cadastro com segurança.
O que você recebe
A entrega é um laudo técnico interpretado, não um pacote de dados brutos. Ele traz a planta com o traçado georreferenciado das interferências localizadas, a profundidade estimada de cada alvo, a metodologia aplicada e as ressalvas do levantamento. O documento é assinado por responsável técnico e acompanhado de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), o que dá respaldo formal ao planejamento da escavação e à gestão de risco da obra. É o documento que a equipe de campo usa para saber onde pode — e onde não pode — abrir vala.
Dúvidas sobre mapeamento de subsolo
O que o georadar detecta no subsolo?
Detecta qualquer material com propriedade elétrica diferente do solo ao redor: tubulações metálicas, de concreto e plásticas, tanques, cavidades, fundações, cabos, dutos e anomalias associadas a contaminação. Não depende de o alvo ser metálico — funciona por contraste dielétrico, então localiza também PVC e PEAD.
Qual a profundidade que o georadar alcança?
Depende da antena e, principalmente, do solo. Em solo arenoso e seco, a faixa de 80–400 MHz pode investigar de poucos a vários metros. Em solo argiloso e úmido, a profundidade útil cai por atenuação do sinal. Definimos a expectativa realista após avaliar as condições do terreno — não trabalhamos com número fixo genérico.
Funciona em qualquer tipo de solo?
Funciona melhor em solos secos e pouco condutivos (areia, pedregulho). Em argila saturada e solos muito condutivos, o alcance é limitado por física do método. Nesses casos avaliamos o local previamente e podemos associar técnicas complementares para não deixar a área sub-mapeada.
O mapeamento é destrutivo? Precisa escavar?
Não. O GPR é um método não-destrutivo e não-invasivo: o equipamento apenas passa sobre a superfície e lê o subsolo. Nenhuma vala, furo ou sondagem é aberta para o levantamento — a ideia é justamente saber o que há embaixo antes de qualquer escavação.
O georadar detecta tubo de plástico ou PVC?
Sim. Como a detecção é por contraste dielétrico, e não por metal, tubos de PVC e PEAD são localizáveis — inclusive vazios, que costumam gerar um eco bem definido contra o solo. É uma vantagem clara sobre localizadores puramente eletromagnéticos, que só enxergam condutores metálicos.
